Dia dos Pais: descubra novas maneiras de comemorar essa data

Por muito tempo, o termo paternidade foi definido como “um vínculo sanguíneo”. A realidade é que com o passar dos anos e com as mudanças na constituição das famílias, o significado da palavra mudou em muitas cabeças e corações, atribuindo, para muita gente, uma nova maneira de comemorar o Dia dos Pais.

É evidente que a experiência de uma pessoa, em relação ao sentimento e ao afeto por uma figura paterna, não pode, não deve e não tem o objetivo de anular ou invalidar a vivência das outras. O relacionamento entre pais e filhos vai além das imagens mostradas em comerciais de margarina e assume uma representação de amor, evidenciada por mães solos, adoções hétero e homoparentais ou por alguma outra pessoa da família que assuma esse papel.

E para conhecer mais sobre essas possibilidades, confira uma breve explicação sobre cada uma das situações e sobre algumas das pessoas com quem você pode comemorar o seu Dia dos Pais.

Paternidade pelo laço sanguíneo

Este primeiro tópico traz o sentido mais antigo e o que foi considerado por um longo tempo como o único: a paternidade em que o homem participa do processo de geração da criança, estando ligado a ela por um laço sanguíneo e também de afeição, exercendo de fato essa responsabilidade, por meio da criação, do auxílio no sustento, da presença e da demonstração de cuidado, amor e zelo.

Paternidade pelas mães solo

As mães solo são uma realidade no mundo! E no Brasil, a coisa não é diferente, onde a maternidade neste formato acontece com 11,5 milhões de mulheres, número que corresponde a cerca de 15% dos lares do país, segundo pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Mas afinal, o que é uma mãe solo?

Mães solo são mulheres inteiramente responsáveis pela criação dos filhos em todos os sentidos, sejam eles financeiros, emocionais e educacionais. É válido ressaltar que isso é diferente de ser mãe solteira, já que a maternidade solo não impede que a figura feminina se relacione com um(a) companheiro(a), fato que não diminui o comprometimento durante a criação de um filho sozinha.

Paternidade por adoção

A paternidade por adoção está ligada a uma série de fatores, dentre os quais estão a impossibilidade de ter filhos biológicos ou a necessidade de firmar laços, em casos da adoção de filhos de um casamento anterior de uma atual esposa. A atitude pode estar ligada também ao desejo de tornar a sua vida e a história de uma criança mais feliz e confortável.

De acordo com o Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento (SNA) do Conselho Nacional de Justiça, no Brasil, em 2020, havia 5.154 crianças aptas para adoção, processo que pode ser homoparental, ou seja, requerido por duas pessoas do mesmo sexo que mantém relação homoafetiva, no caso, um casal e também pode ocorrer quando somente uma pessoa homossexual manifesta tal desejo.

Existe também a possibilidade bilateral ou conjunta, realizada por heterossexuais, em que é obrigatório que os adotantes sejam casados ou mantenham união estável, com a necessidade de comprovar a estabilidade da família.

Paternidade socioafetiva

Algumas pessoas são criadas em ambientes familiares que podem ou não estabelecer conexões biológicas ou consanguíneas, mas que proporcionam uma rotina de afeto, consideração, admiração e ternura. Esse tipo de paternidade recebe o nome de socioafetiva e pode ser atribuída a um padrasto, tio, padrinho ou até mesmo irmão, que desempenhem essa função de pai de forma estável e exteriorizada socialmente.

A reflexão que fica é que, por mais que existam os padrões sociais, quando o assunto é amor e convivência, é impossível estabelecer normas e ditar regras. E a paternidade nada mais é do que atos de escolha e de amor.

Por Hellen Patriny

Atualizamos a Política de Privacidade e Termos de Uso do site. Ao continuar navegando, entendemos que você está ciente e de acordo.